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A Granja Viana foi palco das tradicionais 500 Milhas de Kart no domingo (3). Após um final de semana com problemas para a Scuderia Stratum GP, a corrida também não foi fácil. Mas apesar de tudo o que aconteceu durante as 12h de corrida, os momentos de competitividade e diversão dentro da pista já valeram a pena.

 


“Desse final de semana, fica a diversão deles, a sensação de que dava pra conquistar um resultado legal na classificação geral. Eles andam demais, já são vencedores só de conquistar a vaga, deram espetáculo para quem vivenciou isso aqui na Granja hoje. Tem muita história para contarem, empurraram [Rubens] Barrichello, [Rafael] Suzuki, ultrapassagem na Bia [Figueiredo]. É isso que fica, andar em uma bateria aberta com um monte de piloto profissional”, disse Renato Ribeiro, chefe da equipe.

 


“Só de ver a alegria de todo mundo, mesmo com os problemas, demonstra que a diversão e a emoção valeram muito mais que qualquer resultado que a gente viesse a ter. Ver o Elisson [Gandolfo] chorando, o [Márcio] Simão e o Hélio [Junior] emocionados, todos esses caras que batalharam e formaram essa equipe, é legal demais”, complementou Victor Martins, CEO do GRANDE PRÊMIO.

 

“A gente sente que virou uma família grande, é tão impressionante como eles se conhecem, como se prepararam, vale muito a pena e acho que terminar 2018 com essa sensação de que o GP proporcionou essa experiência para eles é realmente gratificante”, continuou.


A foto oficial da Scuderia Stratum GP em 2018 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)


Confira o que disseram os pilotos da Scuderia Stratum GP:

 


Alex Campo – “A experiência foi de muito aprendizado, de evolução como equipe, evolução de como fazer setup de kart, na determinação de entrar na pista, como time. A equipe veio de um dia frustrante ontem, chegamos hoje na pista muito determinados, muito focados, empenhados em se ajudar, apoiar. Cada piloto que saia da pista dava detalhes específicos, onde acelerar, frear, cada feeling, foi surreal. Como evento é maravilhoso, experiência única, ímpar. Poder conversar com Nelsinho [Piquet], Wilsinho Fittipaldi, Pedrinho Piquet, Rubens Barrichello, Bia Figueiredo, Valdeno Brito que estava aqui. Sem contar que dentro da pista empurramos Piquet, Barrichello, Bia. Não foi da forma que a gente queria, mas foi muito divertido, prazeroso, minhas primeiras 500 Milhas, minha primeira entrada na pista como profissional, entrar com lendas do automobilismo e gente nova no automobilismo. Segui o traçado do Gaetano di Mauro, Denis Navarro, Rafael Suzuki, tem tudo ali dentro, nova e velha geração, é surreal. Experiência única, recomendo a todos que puderem participar, participe. Quero que todos os meus dezembros sejam assim, nas 500 Milhas como piloto, dentro da pista, andando bem, concentrado, com time fantástico, unido. Obrigado GRANDE PRÊMIO, Stratum, Corsa, o que vocês proporcionaram para nós foi fantástico. Vai ficar no coração, na lembrança de muitos. Não no singular, mas de ver o Gandolfo sair e chorar nos braços do pai foi do caramba, ver o Helio sair feliz para caramba de empurrar o P1 da prova, de ver o Simão, o Gustavo felizes. Isso não se paga”.

 

Alfredo Salvaia – “Frustração pelas quebras que nunca eram esperadas. Mas de qualquer forma, consegui dar 20 voltas com o kart todo torto, mas tomei duas voltas do Barrichello e tomei dois joinhas, fiquei muito feliz. Teve uma hora que o kart estava todo torto, eu sabia que era só para diversão. Cheguei no box e chorei, chorei de emoção. Realizei pela segunda vez um sonho, valeu muito a pena, muito mesmo. É a realização do sonho, é fruto do ano inteiro do campeonato da Copa GP se concretizando aqui. Independente do que aconteceu aqui, todo mundo conseguiu andar hoje e ter um gostinho especial e andar com as feras”.


Salvaia nas 500 Milhas de Kart (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)


André Mansano – “Para falar a verdade, mesmo, é um sonho realizado! A competição é isso, ganhamos, perdemos, quebras podem acontecer e a gente sofreu várias, mas estar aqui nesta data, com nossos ídolos que são pessoas que a gente admira, já valeu a experiência. Essa é a lembrança que vou levar para sempre na minha vida”.

 


Elisson Gandolfo – “Experiência única, não imaginei que ia entrar na pista e ser tão competitivo. Tinhamos um kart forte, uma pena que quebrou a roda no começo e tivemos tantos problemas mecânicos. Estávamos muito fortes, dava para chegar nas cabeças, com certeza. É sensação única competir contra os caras que você vê na TV, e competir muito forte com eles. Não sei, é inexplicável”.

 


Gustavo Ariel – “Lógico que tivemos muitos problemas, não conseguimos terminar a corrida. Ano passado conseguimos pódio suado, mas sabemos que fizemos o máximo que podíamos e ano que vem vamos estar aqui de novo e quem sabe mais um pódio e uma vitória. O momento especial foram dias. Pois você tinha ali na quinta-feira kart passando por dentro, por fora, por cima, e chegar no domingo com o kart acertadinho, sabendo que podíamos dar o nosso melhor e passar um monte de gente, isso daí foi muito legal. Que sensação, é sensacional”.

 

Helio Junior – “Sensação é a melhor possível. É minha primeira vez, só de estar aqui nesse meio já valeu. A minha perna foi muito legal, a galera torcendo a hora que eu passava, então sem igual. Falsa modéstia, mas me senti igual a eles em certo momento, eu empurrei muito o Barrichello, foi bem legal. Até que na bandeira vermelha ele veio falar comigo, agradeceu, falou que fui o segundo motor, o [Felipe] Giaffone veio também. Foi muito legal, inesquecível”.


Hélio Jr e Campo nas 500 Milhas de Kart (Foto: Gabriel Pedreschi/Grande Prêmio)


Marcelo Hayasaka – “Foi sensacional, apesar dos pesares, fico um pouco chateado porque um dos karts não teve um rendimento muito bom, podíamos brigar lá na frente e levar um troféu, talvez um pódio ou até uma vitória mesmo que era o que a gente almejava. Estou bastante satisfeito, ainda não sei se caiu a ficha ou se quero chorar, mas a empolgação de viver uma corrida de perto é demais”.

 


Márcio Simão – “O momento especial vai, para mim, desde a vitória na final da Copa Stratum GP até essa 00h30 terminando as 500 Milhas profissional. Não tem aquele momento especial, tudo o que estamos vivendo é uma coisa totalmente nova, experiência nova, e proporcionou coisas totalmente diferentes para mim”.

 


Saulo Righi – “Ainda bem que o motor estourou quando não valia mais nada. Se valesse alguma coisa seria muito pior. Nossa corrida acabou na primeira hora e meia, tivemos a infelicidade do acidente com o Mansano, ainda bem que nada aconteceu com ele, pois foi feia a batida. Nosso melhor kart, o #44, ficou muito tempo parado, e quando voltei para a pista era para empurrar o #5. O freio me pegou de surpresa duas vezes, depois o Sidney fez uma perna boa, aí depois as coisas começaram a virar de cabeça para baixo de novo, ficou irrecuperável. Coisa de corrida, é grande demais, muito longa, não tem o que fazer. Ainda bem que os meninos se divertiram, vimos que temos braço, tinha braço para chegar na frente. Mas quem está para ganhar a corrida merece demais, é com muito mérito, sobreviveu. Sou muito orgulhoso pelos companheiros de equipe que tenho, os caras guiam demais. Descobrimos que temos braço para andar junto deles. O que falta às vezes é equipamento, mas braço nós temos para andar igual aos caras. Muito aprendizado, cada curva que você faz junto com um pró é uma coisa nova”.

 


Sidney Rogério – “Corrida é assim, perdemos mais do que ganhamos. Foi bem frustrante, mas a experiência foi fantástica, aprendizado muito grande. Você andar com pilotos no nível que andamos você aprende muito, desde a pilotagem até a estratégia de corrida e também essa questão de ter um dia frustrado. A gente se divertiu bastante, mas com certeza com gostinho de que poderíamos dar mais. A sensação fantástica, pois mesmo sendo passado de vez em quando, e a maioria das vezes pelo Rubinho, nomes desses que você vê na TV, é sensacional. Acho que algumas ultrapassagens que fizemos em pilotos pró é muito legal. A largada com a equipe foi muito legal também”.

Fonte Oficial: Grande Prêmio

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