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Will Power chegou ao misto de Lexington como o piloto mais pressionado do grid da Indy. Zerado em 2019 e com vários bons pilotos querendo uma vaguinha na Penske, o australiano parecia ser a bola da vez certa para abrir espaço em 2020.

 

Só que o veterano viveu, neste sábado (27), o seu melhor dia no ano. E de longe. Tudo começou quando, após o TL3, a Andretti anunciou aquilo que era improvável alguns dias atrás: a renovação de Alexander Rossi por mais três anos. Assim, a maior sombra de Power na Penske, aquele que a equipe até no SportsCar colocou para tentar seduzir, estava fora do páreo para 2020.

 

Sem dúvida alguma, já seria um dia positivo para Power, afinal, as chances de renovação aumentam consideravelmente sem que Rossi seja uma opção para Roger Penske. Mas tudo ficou ainda melhor minutos mais tarde, com a conquista da 57ª pole da carreira e a sobrevida no GP de Mid-Ohio.

 

Voltando a ter uma chance real de vencer e com Rossi renovado com a Andretti, Power teve seu grande dia em 2019, mas precisa converter o bom momento no domingo. É possível dizer que só a vitória interessa para alguém que triunfou em todos os últimos campeonatos, mas que ainda não subiu no lugar mais alto do pódio em 2019.

Will Power larga na pole em Mid-Ohio (Foto: Indycar)

“Acende uma chama em mim quando eu tenho de fazer uma volta dessas. Estou muito feliz pela pole, muito mesmo. É bom para a minha confiança e a confiança da equipe. Eu sinto por eles, tenho cometido uns erros, então é bom conseguir me redimir com boa energia, também bom para nossos torcedores. Tem sido um ano difícil. Hoje tive muita vontade para buscar a pole, realmente quero vencer corridas. As coisas não estavam indo como o imaginado, mas a reação começa assim. Fui muito agressivo, muito rápido, não errei nessa volta, fiz os setores perfeitos”, disse o pole.

 

Só que, para vencer, Power precisará segurar a dupla do momento na Indy. Neste sábado, o australiano atropelou os dois, mas estarão lá no grid Alexander Rossi e Josef Newgarden logo atrás de Will.

 

Rossi, que sai em segundo, tem o triunfo também como algo fundamental. Mais do que simplesmente brindar o vínculo renovado com a Andretti, o americano precisa começar a tirar a distância para Newgarden e parece ter um desafio duro em Lexington, já que a Penske parece no mínimo no mesmo nível da Andretti no final de semana.

Alexander Rossi larga em segundo (Foto: Indycar)

“Vendo a classificação, o Will administrou a primeira volta e soltou tudo na segunda, enquanto eu tentei duas rápidas. Acho que fiquei meio sem pneu e isso acabou custando um tempo. Talvez a estratégia tenha sido errada, mas acho que temos um bom carro para a corrida. O pessoal trabalhou muito bem durante a noite, sofremos ontem. O pessoal tornou possível largar na primeira fila”, falou Rossi.

 

Para Newgarden, se chegar em terceiro não vai ser das piores coisas. Tudo bem que o ideal é sempre estar na frente dos rivais, mas Josef tem marcado muito bem Rossi e, pela vantagem que tem, pode seguir assim em Mid-Ohio, sempre pertinho do concorrente.

 

“Um bom dia e uma boa classificação. Primeiro, terceiro e quarto, isso mostra como a Penske trabalha bem. Eles fazem a diferença nos testes. A Chevrolet também fez um grande trabalho, estamos muito confiantes na consistência que temos encontrado”, relatou Newgarden.

Josef Newgarden sai de terceiro no grid (Foto: Indycar)

Simon Pagenaud, que ainda corre por fora atrás da taça, teve um quarto lugar que não é terrível, mas estar atrás dos dois ponteiros do campeonato é muito ruim. Tudo bem, pelo menos o francês melhorou, foi ao Fast Six de novo, mas ainda é bem pouco perto do que precisa se quiser ser bicampeão.

 

“Ótimo resultado para a Penske com três carros no Fast Six, e parabéns ao Will pela pole. Realmente penso que poderia colocar nosso carro na primeira fila, mas tive a estratégia prejudicada e não tinha os pneus certos no fim. Amanhã, vamos correr de forma dura, será uma corrida animada com os candidatos ao título começando na frente. Então, deve ser bem legal de assistir”, explicou Simon.

 

Para Scott Dixon, então, pior ainda. Primeiro porque o neozelandês precisa tirar mais pontos, segundo porque larga apenas em oitavo e a Ganassi, ainda que tenha tido bons momentos, não parece excelente em Lexington.

Simon Pagenaud fez o quarto melhor tempo (Foto: Indycar)

“Definitivamente caí. Será interessante ver o que o carro #10 fez na classificação. Foi difícil. Tivemos problemas com a parte dianteira e o carro saia muito nas curvas. Resultado foi diferente comparando com o treino da manhã, o carro #10 seguiu uma rota e seguimos outra. Ficamos de fora. De qualquer forma, bom trabalho do Felix em colocar o time no Fast Six”, falou Scott.

 

Bem longe da briga pelo título, pela vitória, até pelo pódio está a Foyt. Se a equipe parecia ter evoluído no TL2, recuou um pouco no TL3 e muito na classificação. O resultado foi Matheus Leist e Tony Kanaan como os piores de cada um dos grupos da primeira fase.

 

“Decepcionante, muito decepcionante, considerando que corremos próximos do top-12 na maior parte do tempo. O carro estava bom, mas faltava a velocidade. Temos mais um treino para tentar entender antes da corrida”, comentou Leist.

 

“Muitas coisas acontecendo, mas acho que não encontramos o acerto. Pensei que tínhamos. Planejamos três voltas, perdemos tempo com tráfego e demos apenas duas. Quando isso acontece, não temos o acerto e a pressão certa dos pneus. Não foi um bom dia. Temos um caminho, que é avançar. Temos mais um treino amanhã e espero um trabalho melhor do que fizemos hoje”, complementou Kanaan.

 


 

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Fonte Oficial: Grande Prêmio

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