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A Ferrari até esboçou algum sinal de reação no TL3 deste sábado (25), mas a verdade é que a Mercedes está mesmo em uma liga diferente na temporada 2019 da Fórmula 1. A pentacampeã não só deu um passo à frente nos pontos em que já era forte, mas também avançou muitas casas naquilo que a enfraquecia – por mais louco que possa parecer, a equipe alemã também tinha lá seus problemas e um deles era o temor de pistas travadas. Isso já não a incomoda mais e a classificação em Mônaco, onde o Mundial está para a sexta etapa, é uma prova cabal.


 


Desde a sexta-feira de treinos livres, a esquadra vem comandando a tabela com grande facilidade. É certo que Charles Leclerc liderou a sessão da manhã monegasca, mas não passou de algo circunstancial, apenas. Quando foi para valer, o time prata se impôs. E Valtteri Bottas parecia bem mais candidato à pole que o parceiro Lewis Hamilton. Enquanto o inglês cometia erros, escapava do traçado e apresentava nítida dificuldade em obter temperatura dos pneus, o finlandês varria as ruas de Monte Carlos. Aliás, a primeira quebra de recorde foi justamente de Bottas, na fase intermediária do treino. Só que Hamilton não é recordista absoluto de poles à toa. 


Lewis Hamilton celebra uma pole importante  (Foto: Mercedes)

O britânico precisou usar mais do talento, é verdade, mas foi implacável. O grito após a volta mais rápida no Q3 revelou o quanto o embate com Bottas estava sendo duro. Se as demais equipes ainda não chegam na Mercedes, a dupla, ao menos, está livre para lutar, e isso é divertido. Ver um Hamilton mordido é sempre um grande entretenimento. De toda forma, a esquadra chefiada por Toto Wolff, que corre de luto neste fim de semana, fez o que dela se esperava e, neste domingo, só pode mesmo perder para si mesma.


 


Ou seja, erros de pilotos ou estratégias. O que, convenhamos, não vem acontecendo… Do ponto de vista mais prático, os carros prateados foram mais velozes em toda a condição durante as simulações. Calçado com os pneus médios – o C3 amarelo, alo próximo do antigo ultramacio -, Hamilton andou como um reloginho entre 1min14s e 1min15s0. Esses compostos devem ser usados na segunda parte da corrida. Bottas reproduziu a performance do inglês nas mesmas condições de carro em ritmo de corrida.


 


Verstappen como coringa


 


Na comparação com as rivais, a Ferrari, por exemplo, perdia em quase 1s, mas andando com os pneus macios – o C4/vermelho, antigo hipermacio. A Red Bull, ao menos com Pierre Gasly, foi ainda mais lenta com os mesmos compostos vermelhos em simulação de corrida. Nenhuma das duas testou com os amarelos. Por conta do incidente com os radiadores na quinta, Max Verstappen não pode obter um ensaio mais real de corrida, mas é ele quem lidera a liga B da Fórmula 1 no momento.


 

Verstappen tirou tudo da Red Bull neste sábado. O holandês já vinha mostrando alto rendimento ao longo do fim de semana e chegou a andar muito próximo mesmo dos carros da Mercedes. No Q3, acabou em terceiro a somente 0s4 dos prateados. Ainda assim, o jovem #33 carrega a chance de mudar a história da corrida. Agressividade e senso de oportunidade não lhe faltam. Além disso, em uma possível corrida com chuva, Max se sobressai. 


Max Verstappen, de novo, esteve impecável (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

No fim das contas, foi um dos melhores da classificação e é uma ameaça, sim. E é com quem a Ferrari precisa se preocupar neste momento. Ainda mais porque a Red Bull é, historicamente, muito inteligente em termos de leitura de corrida, algo que os italianos estão devendo à beça em 2019. A largada, portanto, também será fundamental. 


 


A tática da corrida e por que a Ferrari errou


 


Quanto às estratégias, a Pirelli considera que a corrida monegasca tenha apenas uma parada para a troca de pneus, isso se tudo correr dentro da normalidade. Como se sabe, Mônaco tem 80% de chance de safety-car e a previsão do tempo aponta para o risco de chuva. De qualquer maneira, a fabricante fala em largada com o jogo de vermelhos, sendo o pit-stop entre as voltas 10 e 22 – uma margem excepcionalmente grande. E aí o uso dos pneus duros até o fim dos 78 giros. Ou compostos vermelhos até entre as voltas 18 e 25 e, depois, pneus médios.


 

Por isso que, entendendo as possíveis táticas, fica mais claro ainda o equívoco da Ferrari em tentar poupar os conjuntos de pneus de Charles Leclerc ainda na primeira parte da corrida. A escuderia foi uma das que mais pediram por pneus C4. E com a confusão do Q1, o monegasco ainda tem quatro jogos novos… Ou seja, foi uma decisão precipitada e sem cálculo nenhum. Em contrapartida, Leclerc, que sai apenas da 15ª posição, tem apenas um jogo de pneus médios e um de pneus duros.


Charles Leclerc foi vitíma de mais um erro da Ferrari (Foto: Ferrari)


Um pelotão compacto


 


O grupo intermediário do grid surgiu bem apertado em Mônaco. E era até previsível por se tratar da pista mais curta do calendário. É a Haas de Kevin Magnussen quem puxa a fila, tendo um Daniel Ricciardo a fim de aproveitar a grande adaptação que possui da pista para apresentar, enfim, um desempenho digno da Renault. A Toro Rosso se mostrou interessante e vai dar dor de cabeça na corrida, assim como a McLaren, de um heroico Carlos Sainz. 


 


De resto, o grid fecha com os três destaques negativos: Alfa Romeo, Racing Point e a eterna Williams. E no meio disso tudo está Leclerc, com essa destrambelhada Ferrari. Mônaco, de fato, é implacável. Para o bem e para mal.


 

A largada do GP de Mônaco está marcada para 10h10 (horário de Brasília) deste domingo. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL. Siga tudo aqui.




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Fonte Oficial: Grande Prêmio

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