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Para começar, vamos falar apenas do resultado. Josef cravou a pole com autoridade, aproveitando também o fato de ter sido o último a ir para a pista, pegando o melhor momento do traçado. Mais do que isso, não teve nenhum dos adversários diretos acima do quarto lugar, ou seja, terá um pequeno respiro na largada de amanhã.

 

E dá para ir além, hein? Ainda que não tenha liderado o TL1, Newgarden dominou completamente a sessão. Sempre que alguém batia sua marca, ia lá e respondia. Só não fez isso nos minutos finais, recolheu para os boxes e assistiu três pilotos o superarem. Zero preocupação, estava claro ali quem era o mais rápido.

“Foi uma situação parecida com Iowa. Quando estávamos em Iowa, eu disse nos treinos que poderíamos pegar a pole e perdemos por pouco. Eu ficaria revoltado comigo mesmo se não conseguíssemos de novo”, declarou o pole à NBCSN, superando o que aconteceu no último oval, quando Pagenaud ficou em primeiro no treino classificatório.

Josef Newgarden fez a pole (Foto: IndyCar)

Outro ponto importante foi ver como Newgarden respondeu após dois finais de semana muito abaixo do normal. Em Mid-Ohio, tentou trocar um quarto lugar por um pódio e acabou transformando isso numa 14ª posição. Em Pocono, quase nem apareceu a prova toda e ficou em quinto. Era hora de mostrar que estava vibrante e eficiente. O primeiro passo foi dado.

 

É impossível não se lembrar, assim, do que foi o GP de Gateway de 2017. Na época, Josef buscava o primeiro título, ainda nos passos iniciais com a Penske. Em uma disputa boa com Simon Pagenaud, Scott Dixon e Helio Castroneves, foi para o oval curto de Madison absolutamente decidido. Perdeu a pole no detalhe para Will Power e, na corrida, venceu com muitos méritos, com direito a bater roda com Pagenaud. Entrou lá para encaminhar o título e saiu praticamente campeão. Obviamente, tenta algo parecido em 2019.

 

Por fim, mas não menos importante, um fator crucial para impulsionar Newgarden: a Penske ganhou absolutamente todas as provas em ovais até aqui em 2019. É até provável que o time consiga a varrida neste sábado e, logicamente, Josef é o candidato principal. Não tem nada ganho nem amanhã e nem no campeonato, mas foi um tremendo começo de fim de semana.

Alexander Rossi teve um dia duro (Foto: IndyCar)

E o prejuízo de Alexander Rossi ainda segue. Depois de uma etapa em Pocono destruída na primeira volta por Takuma Sato, o piloto da Andretti não mostrou ritmo e ficou com o modesto 11º lugar. Sabemos da sua habilidade nos ovais, mas a superioridade da Penske em 2019 e a péssima colocação no grid trazem desconfiança para Rossi.

 

“No último ano, tivemos um carro muito rápido, que liderou as duas sessões de treino. Temos uma experiência diferente neste fim de semana. Temos mais uma sessão para nos ligar. Não estamos onde deveríamos estar”, disse o segundo colocado do campeonato, agora 36 pontos atrás.

 

Em grande fase nas últimas corridas, Scott Dixon prometia mais. Parte apenas do oitavo lugar, mesmo após um treino livre competitivo e com promessa de briga pelo top-5. A situação está longe das mais favoráveis, especialmente pelos 52 pontos de desvantagem no campeonato, mas Dixon é Dixon.

Scott Dixon vai ter trabalho em Gateway (Foto: Indycar)

“Eu não sei se tivemos problemas com nossa pressão dos pneus ou coisa parecida, mas estava estranho. O carro era melhor mais cedo, acho que precisamos aprender um pouco sobre o que aconteceu. Se tivéssemos mais uma ou duas voltas, seríamos mais rápidos. Acho que nosso carro estará bem para longos stints. Ele é bom no geral e estou animado para amanhã”, declarou o neozelandês.

 

E o Pagenaud, hein? É certo que poderia ter feito mais um pouco com o foguete que a Penske lhe proporciona, como um lugar na primeira fila, mas a quarta posição é a melhor entre os pilotos que caçam Newgarden no campeonato. Logo Simon, o mais irregular dos concorrentes.

 

“Eu não sei se tivemos problemas com nossa pressão dos pneus ou coisa parecida, mas estava estranho. O carro era melhor mais cedo, acho que precisamos aprender um pouco sobre o que aconteceu. Se tivéssemos mais uma ou duas voltas, seríamos mais rápidos. Acho que nosso carro estará bem para longos stints. Ele é bom no geral e estou animado para amanhã”, citou o francês.

Tony Kanaan segue sofrendo com a Foyt (Foto: Indycar)

Na Foyt, mais uma classificação duríssima e, a menos que baixe aí o espírito de Iowa, será uma prova de resistência para os brasileiros não tentarem tomar volta cedo.

“Não foram boas voltas para nós. Muitos problemas para controlar o carro, o oposto do que tivemos no treino e acho que o deixamos muito mais lento. Temos que trabalhar no acerto de corrida na próxima sessão e ver o que podemos arranjar na corrida”, disse Tony Kanaan.

 

“Eu imaginava que tínhamos um ritmo melhor, mas tivemos dificuldades para controlar nas curvas e não acho que foi pela sujeira da pista. Vamos trabalhar no carro, fazer algumas mudanças para o último treino e ter uma boa base para a corrida amanhã”, completou Matheus Leist.

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Fonte Oficial: Grande Prêmio

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