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Terceiro país com maior número de vitórias na história das 500 Milhas de Indianápolis, o Brasil chega para a edição de 2019 com três representantes em duas equipes. São eles: os titulares da Foyt, Tony Kanaan e Matheus Leist, e o quarto carro da Penske, de Helio Castroneves.


 


Sem vencer a grande prova do calendário e uma das maiores do mundo desde 2013, o Brasil já teve quatro pilotos bebendo o leite do IMS. Castroneves é o recordista, com três anéis, enquanto Emerson Fittipaldi triunfou duas vezes e Gil de Ferran e Kanaan – justamente o dono da última vitória verde e amarela – venceram uma edição cada.


Tony Kanaan venceu em 2013 (Foto: IndyCar)

Kanaan é o mais velho dos três, mas da mesma geração de Castroneves e alguns outros pilotos do grid atual. Baiano de Salvador, tem 44 anos, a vitória de 2013 na Indy 500 com a modesta KV e um título da categoria conquistado em 2004 com a Andretti. 


 

Sinônimo de longevidade na Indy, Tony quer mostrar que ainda tem lenha para queimar. Na última edição, classificou muito bem com a Foyt e chegou a andar entre os líderes até bater. Foi 16º no campeonato do ano passado e ainda tenta o primeiro top-10 em 2019, buscando reagir com uma equipe que mostra muita limitação nos circuitos mistos e nas ruas. O oval parece a grande oportunidade para Kanaan.


Helio Castroneves venceu em 2009 (Foto: IndyCar)


Castroneves é outro que chegou aos 44 anos, este na semana passada. Paulista de Ribeirão Preto, é um dos maiores nomes da história na Indy 500 com suas três vitórias e, pela Penske, teve quatro vice-campeonatos da categoria.


 

Fora da temporada completa desde o fim de 2017, Helio não esconde de ninguém que, por mais que esteja gostando da experiência no SportsCar, sente que a Indy é seu lugar e quer a titularidade. Em 2018, foi ao Fast Nine e também estava entre os líderes quando bateu. Tem mais uma chance para provar que merece estar no ano inteiro da categoria.


Matheus Leist foi quarto no GP de Indianápolis (Foto: IndyCar)


Leist é o mais jovem dos três e de uma geração completamente diferente. Com menos da metade dos outros dois brasileiros, o gaúcho de Novo Hamburgo ainda nem completou seus 21 anos e procura ainda seu espaço na maior categoria de monopostos americana.


 

Campeão da F3 Britânica, Leist impressionou na Indy Lights em 2017 e venceu a Indy 100, principal prova do calendário disputada no oval do IMS. Companheiro e amigo de Tony na Foyt, teve um ano de novato duríssimo e não fez nenhum top-10, mesmo andando muito bem na Indy 500, quando foi 13º. Ainda que siga sofrendo com as limitações do time e do carro, vem de um brilhante quarto lugar na chuva no GP de Indianápolis e, por isso, bastante empolgado para manter a boa forma na Indy 500.


 


Dos três, Helio é certamente quem tem as melhores chances por correr na grande equipe do grid e pelo belíssimo retrospecto em Indianápolis. No entanto, a Chevrolet parece bem e a Foyt trabalha quase que unicamente focada na Indy 500, o que pode fazer com que Kanaan e Leist sejam muito competitivos pelo segundo ano seguido com o modesto time.


 


 




 


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Fonte Oficial: Grande Prêmio

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