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Simon Pagenaud, aquele que não costuma brilhar em ovais, venceu o GP de Phoenix deste sábado (29) – talvez mais uma prova da grande capacidade da Chevrolet neste tipo de pista. A marca americana sobrou do início ao fim em um fim de semana abaixo da média da Honda


 

Quem acompanhou o primeiro treino classificatório da Indy em um oval em 2017 já pôde sentir o favoritismo da Chevrolet sobre a Honda. No GP de Phoenix deste sábado (29), a história só se confirmou: todos os carros que terminaram na volta do líder contavam com o equipamento americano. A vitória tranquila de Simon Pagenaud em um circuito de velocidade pura parece ser a prova definitiva de que os japoneses ainda precisam comer bastante feijão com arroz para virar aquela ameaça que tantos projetam.


 


Simplesmente não houve um único momento em que a Honda pudesse ser apontada como candidata à vitória. O quarteto da Penske, auxiliado pela Carpenter de JR Hildebrand, fez o dever de casa e evitou qualquer surpresa. James Hinchcliffe, único dos japoneses que parecia capaz de fazer algo, viu sua prova naufragar aos poucos com uma estratégia esquisita e acabou em 12º.


 


No fim das contas, a Chevrolet estava tão bem que acabou vencendo um piloto que não tem vergonha de dizer que não é especialista em ovais. “Nem consigo explicar quão animado eu estou”, falou Pagenaud. “Não sou especialista em ovais, cresci andando de kart na Europa. Fui aprender ovais aos 26 anos, tinha que prender técnicas que eu não conhecia. Que vitória. O carro estava fenomenal, graças à equipe. Nos pit-stops não cometemos nenhum erro, pude confiar neles. O carro estava tão incrível que deu até para poupar combustível no tráfego. E isso acabou se apagando com aquela amarela de sorte”, seguiu.


Simon Pagenaud (Foto: IndyCar)

Do outro lado, não se vê nem de perto o mesmo tipo de empolgação. Scott Dixon, quinto, se contenta com o que deu para ser feito. “Obviamente foi uma noite muito difícil para nós e eu acho que para todos os carros da Honda. A Chevrolet estava um passo na nossa frente aqui e eles mostraram isso hoje. Tentamos nos manter longe dos problemas, mas simplesmente não tínhamos chances hoje. Espero que a gente possa recuperar a boa fase no GP de Indianápolis”, comentou Dixon.


Outro que deixa Phoenix com um gosto meio amargo na boca é Will Power. Mas por motivos bem diferentes: o veterano até acha que poderia ter vencido, objetivo que ficou muito difícil de ser alcançado na segunda metade da prova.


 


“Foi uma boa noite se considerarmos as minhas posições finais nas outras corridas do ano”, ponderou Power. “Estou feliz por ser segundo e por ter marcado alguns pontos. Infelizmente não teve muita corrida depois daquela amarela que colocou vários retardatários entre os líderes. Acho que a Chevrolet tinha os carros mais fortes. Queria vencer, mas aceito tranquilo essses pontos, porque é disso que precisávamos na classificação. Fomos bem em todas as pistas até agora”, opinou.


A Chevrolet mostrou muita força em Phoenix (Foto: IndyCar)


Logo atrás de Power e suas lamentações veio um contente JR Hildebrand. O piloto da Carpenter foi o que mais fez ultrapassagens e, em uma prova combativa, foi recompensado com o pódio.


 


“O carro foi incrível o dia todo. Tive um pouco de problemas nas relargadas, os outros carros também tinham um pouco menos de downforce que o nosso. Não foi fácil disputar posições hoje. Mas o carro estava espetacular, tive um ritmo muito bom. Eu realmente acho que dava para ter superado Will. Se tivesse um pouco mais de tráfego, acho que eu tinha passado ele, afinal foi assim que rendemos melhor hoje, com a pista cheia”, explicou Hildebrand.


Para os brasileiros, o que se viu foi um dia mediano. Depois de liderar no começo da corrida, Helio Castroneves só andou para trás nos boxes e acabou com o quarto posto – pouco para quem parecia pronto para acabar com o jejum de vitórias. Apesar dos pesares, Castroneves mantém a cabeça em pé e comemora a boa forma ao longo da noite.


 

“Tive várias disputas hoje, inclusive com companheiros. Estou orgulhoso da minha equipe, fomos bem o tempo todo”, recordou. O time inteiro brigou muito bem a corrida toda, é o que acontece quando você tem três companheiros incríveis. Simon deu muita sorte com aquela bandeira amarela, mas ele também foi muito bem hoje. No fim, acabou sendo uma batalha árdua com os retardatários, algo que não era muito necessário, mas corridas são assim. Tivemos mais um top-5, estamos somando pontos. Nossa hora vai chegar cedo ou tarde”, avaliou.


James Hinchcliffe: um dos carros da Honda que fracassou (Foto: IndyCar)


Já para Tony Kanaan, no balaio dos pilotos da Honda, a missão é deixar a pouco produtiva etapa de Phoenix no passado e voltar os olhos para o tradicional oval de Indianápolis.


 


“Nós já sabíamos antes do final de semana começar que seria uma parada dura para nós. Eric Cowdin me deu um carro fenomenal, mas não conseguimos tirar todo proveito disso. Nós vamos entrar em maio com carros muito bons, então vamos buscar esses resultados que estamos esperando tanto”, apontou Kanaan.

A falta de ritmo não foi o único problema da Honda no Arizona – o azar também entrou na equação. Todos os oito carros que abandonaram a prova tinham o equipamento japonês. Sébastien Bourdais, um nome surpreendentemente forte na briga pelo título até aqui, foi nocauteado pelo carro descontrolado de Mikhail Aleshin. Assim, a liderança de um piloto da Honda no campeonato acabou passando para a mão de um da Chevrolet – Pagenaud.


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Fonte Oficial: http://www.grandepremio.com.br/indy/noticias/no-primeiro-oval-da-temporada-da-indy-chevrolet-comprova-superioridade-e-toma-redeas-do-campeonato

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