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A Fórmula E planeja realizar mudanças na asa dianteira e bico do Gen2 para a temporada 2020/21. A ideia é tornar a parte dianteira do conjunto um pouco mais frágil para evitar que os pilotos usem os choques entre carros como alternativa principal para a buscar de ultrapassagens. 

 

A janela da mudança não conta com a temporada que irá começar no próximo mês de novembro. Ou seja: estará em curso para os dois últimos anos do quadriênio para o qual o Gen2 estará na pista. A ideia da categoria é apresentar uma terceira geração de carros para a temporada 2022/23.

 

A mudança não será drástica no sentido do projeto original do carro, será apenas a introdução de um novo kit na carroceria. São mudanças meramente estéticas, como as que o Gen1 sofreu antes da temporada 2016/17.

 

“Vamos lançar um novo desenho – uma plástica do carro – na temporada sete [2020/2021]. Será parte de uma ideia de fazer a parte da frente um pouco mais frágil, o forçará uma autopunição para os caras que ficaram tocando os carros uns nos outros”, disse o diretor da FIA para categorias que correm em circuitos, Frédéric Bertrand, em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’.

A rodada dupla que encerrou a temporada em Nova York (Foto: Jérôme Cambier/Michelin)

“Mas não queremos voltar muito no tempo, então temos que encontrar o equilíbrio correto entre o carro se tornar mais frágil na frente, mas não ficar frágil demais, porque senão vamos passar tempo demais sob bandeiras amarelas ou FCY para recuperar bicos de carros, o que seria um problema”, falou.

 

“É exatamente onde estamos agora, tentando redefinir o que pode ser uma plástica que irá cobrir a segunda fase da vida desse carro. Não sei se fragilidade é o termo certo – é mais que na maioria das categorias de monopostos, se você empurra o carro na sua frente, perde o bico e tem que ir para os boxes. [A intenção] é que se você acabar com a corrida do cara na sua frente também acabe sendo punido naturalmente”, argumentou.

 

A primeira temporada do Gen2 mostrou algo curioso em relação aos outros anos da FE: com o carro tendo uma carroceria extremamente resistente na parte dianteira e sendo mais largos que os antigos nas mesmas curtas pistas, as pancadas dos pilotos entre si se tornaram comuns. 

 

“A dificuldade que temos agora é que o cara da frente se vê atrapalhado, mas o que está atrás não sofre com nada. Isso é um problema. Faremos um carro que vai causar essas punições naturais, porque carro frágil ou fraco não é o caso. Ainda será um carro bem forte”, afirmou.

 

De acordo com o veículo, os novos carros serão bastante diferente visualmente, algo como um ‘Gen2.5’ – mas ainda não está definido como serão essas mudanças.
 

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Fonte Oficial: Grande Prêmio

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