A FIA vai monitorar de perto os trabalhos das equipes da Fórmula E no que diz respeito a softwares que servem de auxílio para os pilotos – algo que é proibido segundo as regras da categoria. O entendimento do órgão máximo do automobilismo mundial é que praticamente todas as equipes utilizaram um sistema que imita o controle de tração durante o campeonato 2018/19.

 

De acordo com o site inglês ‘E-Racing365’, a FIA usou os testes coletivos de Valência para estudar métodos de aplicar a política de controle nos trens de força da temporada 2019/20 – os esforços foram comandados pelos delegados da federação Laurent Arnaud e Benjamin Caron. 

 

Desta forma, as fabricantes terão de declarar seus mapas de aceleração como corredores em que a FIA poderá reforçar a análise. O novo método passa a ser instituído oficialmente a partir da primeira corrida da temporada, dia 22 de novembro, em Ad Diriyah. As equipes também aproveitaram os testes para entender como vai funcionar a nova política da FIA.

 

“Houve mudanças nas regras de como a FIA vai policiar algumas aplicações de software e estão apertando em diferentes áreas. Alguns detalhes sobre como a FIA irá avaliar os tópicos de ‘auxílio aos pilotos’, essas coisas, veremos o arrocho. Então alguma liberdade explorada na temporada passada vai ser fechada”, falou Roger Griffiths, chefe da BMW.

Da Costa liderou a tarde (Foto: DS Techeetah)

De acordo com o veículo, o interesse maior da FIA está em tomar cuidado com potência específica vinda do motor – por isso com o cuidado com mapas de aceleração. Os mapas, aliás, tiveram de ser homologados pela federação. 

 

A relação entre o pedal do acelerador e a bateria também será acompanhado de perto para acompanhar o artigo 3.1 do regulamento técnico, que dita que as equipes devem conter um mapa de aceleração que inclui a “potência extraída do pedal e rotações por minuto para cada nível de potência”.

 

Ainda durante os testes de pré-temporada, todos os carros utilizaram uma ‘antena inteligente’ produzida pela italiana Magneti Marelli para que a FIA fosse alimentada diretamente por GPS, telemetria e rádio. A tentativa é reforçar o controle e evitar que os sistemas semelhantes ao controle de tração passem pelo pente fino. 

 

As equipes, contudo, não contam com telemetria. Os dados enviados pela antena são de exclusividade da FIA. “Temos telemetria para nós e não mandamos para as equipes”, disse o diretor de circuitos Frédéric Bertrand. 

 

“Estamos tentando reduzir o número de informações que eles recebem para que o campeonato não enlouqueça, então queremos dar mais e mais. Temos muitas informações, então podemos selecionar o que queremos entregar”, seguiu.

 

“Queremos preservar o fato dos pilotos serem decisivos nos carros e evitar que a atuação deles seja mascarada por códigos de software que muitas vezes são difíceis de detectar. Se tivermos menos expectativas para os pilotos, o nível do grid vai diminuir”, finalizou.

 

Como as fabricantes ainda contam com sete dias de testes após os testes – muitos dos quais já utilizados desde então, embora de forma secreta -, a expectativa é que alinhem os carros às novas exigências. 
 

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Fonte Oficial: Grande Prêmio

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